FLS6007 - Trauma Colonial e Processos de Reparação: Diálogos entre Antropologia e Psicanálise

Docente Responsável

O objetivo do curso é testar a produtividade e os limites da noção psicanalítica de trauma para pensar certas experiências indígenas ligadas ao colonialismo, entendido como um processo contínuo e multifacetado com diversas e profundas consequências para os povos a ele submetidos. Interessa-nos especialmente pensar experiências que vem sendo entendidas, na perspectiva do Estado e muitas vezes dos próprios coletivos indígenas, como questões de “saúde mental”; é parte de nossa aposta, a ser investigada e desenvolvida ao longo do curso, a ideia de que tais experiências estão direta ou indiretamente ligadas ao processo colonial.

Se muitas das pesquisas desenvolvidas na etiologia indígena ocorrem em comunidades marcadas por problemas como altos índices de suicídio, alcoolismo ou violência doméstica ligada ao uso abusivo de drogas, o investimento analítico sobre essas experiências tem se dado muito mais nos campos da saúde (inclusive da psicanálise) do que na antropologia. Com este curso desejamos tomar essas questões como matéria de reflexão antropológica, entendendo que o que está em jogo não é apenas um campo de pensamento, mas também ou essencialmente um campo de ação. Tomamos este com um caminho possível para responder à demanda cada vez maior, por parte de nossos interlocutores indígenas, por uma antropologia implicada.

Créditos
8
Carga Horária
120hrs