SEXTA DO MÊS

A Sexta do Mês é um evento organizado pelos estudantes de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da FFLCH/USP.

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2020

SEXTA DO MÊS / A morte e sua éticacom Flavia Medeiros (UFSC) e Aline Feitoza de Oliveira (Caaf-Unifesp)
mediação: Aline Murillo (PPGAS-USP)
Quinta-feira, 28 de maio de 2020 às17h [transmissão ao vivo no canal da Sexta no YouTube] - bit.ly/2XuCu25
A morte segue a perseguir as humanidades, como um futuro certo - esperado, temido, ou adiado -, inquietando também as ciências sociais e a antropologia. Para além do seu aspecto reflexivo, que nos oferece questionamentos quanto ao sentido da existência, pela morte delineiam-se problemas éticos, políticos, religiosos e socioeconômicos, associados à saúde, à segurança pública, à política sanitária, à geopolítica e à biossegurança.
Como qualquer arte, o encaminhamento da morte, dos mortos e seus remanescentes, seja no Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro, seja entre os indígenas Yanomami, ou ainda no Grupo de Trabalho sobre a Vala Clandestina do Cemitério de Perus, é sempre respaldado por certos princípios éticos, procedimentos especializados, ritos específicos e atende a determinados valores e objetivos coletivos - garantir a passagem entre a vida e a morte, reafirmar coletividades sociais e assegurar a continuidade da presença e, às vezes, esclarecer a história.

O novo coronavírus aparece agora como um inimigo total: ameaça a integridade de cada corpo humano, impacta economias nacionais inteiras, altera a consciência de si de cada pessoa, põe em risco a continuidade da  vida e das sociedades tais são conhecidas. Para o historiador camaronês Achille Mbembe, o vírus e a pandemia de Covid-19 nos possibilitam de modo renovado perceber nossa putrescibilidade e viver "na vizinhança da própria morte", de modo que o nosso exato isolamento social seja uma política de contenção: é, no limite, a nossa própria noção de humanidade que está em jogo, outra vez.

Mundo afora, já há tempos, as convivências com valas clandestinas com desaparecidos políticos, conflitos e guerras civis, sepultamentos sem consentimento, extermínios massivos – e, na atual pandemia de covid-19, determinações sanitárias que impedem o luto e escolhas políticas sobre quem deve viver e quem deve morrer –, recobrem a morte de terror, e explicitam as questões éticas do morrer e as políticas dos vivos e os modos de produção da(s) morte(s).

Nesta segunda edição da Sexta do Mês "Em tempos de pandemia", perguntamos: O que as experiências com os mortos de Covid-19 podem revelar das políticas dos vivos, em suas compreensões do corpo, da morte, da vida, do luto e da memória? O que há de novo e o que se repete na Covid-19, na relação entre vivos e seus mortos? E, de modo geral, quem são os mortos? O que há para dizer sobre nossos corpos? Como os representantes políticos dos mortos atuam para defender sua dignidade?

A Sexta do Mês é um evento organizado pelos estudantes de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da FFLCH/USP.

SEXTA DO MÊS / Pensando com o víruscom Denise Pimenta (PPGAS/USP) e João Felipe Gonçalves (USP)
mediação: Renato Sztutman (USP)
Sexta-feira, 17 de abril de 2020, às 18h [transmissão ao vivo no canal da Sexta no YouTube]
Em um de seus textos recentes sobre a pandemia do Covid-19, o filósofo Paul B. Preciado nos exorta, em suas palavras, a “aprender do vírus”, sublinhando como o mesmo revela e reforça “formas dominantes de manejo biopolítico e necropolítico” da população. Outro filósofo, Ailton Krenak, nos convoca a adiar o fim do mundo, admitindo a natureza como uma “imensa multidão de formas", sobre a qual a humanidade, ao se colocar como “medida das coisas”, subestima e atropela; "milhares de pessoas que insistem em ficar fora dessa dança civilizada, da técnica, do controle do planeta (...) são tirados de cena, por epidemias, pobreza, fome, violência dirigida" (2019). Partindo dessas provocações, na primeira Sexta do Mês de 2020 queremos pensar juntos a partir da figura do vírus, tentando aprofundar discussões sobre os impactos sociais dessa pandemia específica e de outras epidemias, além de refletir sobre o lugar da noção de vírus no pensamento social contemporâneo. Nesse encontro virtual entre diferentes perspectivas antropológicas, pretendemos cruzar reflexões sobre algumas das formulações e conceitos-chave de nossa disciplina, tais como: socialidade, relação, marcadores sociais da diferença, corpo, substância, saúde/doença, visível/invisível, humanos/não-humanos, poder, política, Estado. Assim, buscamos pensar: que efeitos epidemias ou o espalhamento de doenças podem ter em diferentes contextos sociais? Como a figura do vírus, visto como um sintoma do “modo de governança do liberalismo tardio” (Povinelli, 2016), agencia passado e futuro? Como ele se relaciona ao poder estatal e como projeta novas gramáticas de produção de corpos? Que lugar essas doenças ocupam no pensamento dos povos ameríndios, que superam há séculos devastadores cenários de contato e de contágio por doenças não indígenas?

2019

Que “negro” é este na cultura negra?

Sexta do Mês: Fronteiras

2018

2017

 

 

 

                                                                                  18 de Agosto, 14h
                                                                                        sala 24, Prédio do Meio

                                                                                   Faculdade de Filosofia, Letras e 
                                                                                           Ciências Humanas da USP